Um dia no Lago de Como

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Visitar a Itália, para mim, é como voltar para casa, e eu duvido muito que seja porque tenho descendência italiana (eu também morei em Milão por pouco tempo, mas foi tão breve que nem conta). Os italianos sempre me passaram aquele jeito fanfarrão de ser, de se expressar, de aproveitar a vida e de serem tão… tão… italianos! E de fazerem questão que você se sinta à vontade e coma sempre do melhor. Quem conhece um, sabe do que eu estou falando. Pois na minha curta passagem pelo Lago de Como não foi diferente, apesar da cidade ser dominada por turistas. Essa passagem, na verdade, foi praticamente uma “escala”, já que o nosso destino final era Lugano, na Suíça, mas resolvemos aproveitar para conhecer esse lugar do qual já tinha tanto ouvido falar.

O Lago de Como é o terceiro maior da Itália e é cercado por pequenas e encantadoras cidadezinhas que mais parecem bairros. O charme das ruelas de paralelepípedos, dos delicados jardins, das montanhas circundantes e vilas com suas belas mansões e igrejas já atraiu uma lista interminável de estrelas e algumas inclusive têm casa por lá, como é o caso do George Clooney, Silvester Stalone e Richard Branson.

Chegar no Lago de Como através de Milão é super fácil e para quem tem tempo sobrando na cidade, altamente recomendável. Idealmente, você ficaria aqui pelo menos dois ou três dias para explorar melhor, mas se esta não for uma opção, vale a pena fazer um bate-volta mesmo. Os trens que saem da estação Milano Centrale até Como S. Giovanni (essa é a estação que você deve descer, não confunda com outros lagos ou estações, porque existem várias semelhantes) são bem frequentes e fazem o percurso em menos de uma hora (são apenas 50km). O preço e a duração do trajeto variam dependendo da rota que você fizer, pois alguns trens são diretos. Você também pode ir a Como pela estação Cadorna, no centro de Milão, até a estação Como Nord Lago, em cerca de uma hora. A Como Nord Lago fica até mais perto do lago em si, a apenas 200 metros das docas.

No nosso caso, chegamos ao entardecer de um verão para passar a noite por lá e partir no dia seguinte para o nosso próximo destino, o que foi uma agradável escolha. Chegando na estação Como S. Giovanni, você caminha até o lago em cerca de 10 minutos. Aproveite para conhecer um pouco as belas construções da área e tomar algo na beira do lago, caso você esteja com tempo para um happy hour ou jantar.

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Um antipasto, uma pasta ou frutos do mar, acompanhados de um vinho italiano (ou uma birra!), não conseguiriam imaginar um cenário melhor para serem consumidos do que a beira do Lago de Como

 

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Argegno fica a cerca de 17km de Como

A nossa acomodação ficava em Argegno, uma vila um pouco mais afastada do centro histórico, no meio do caminho entre a estação de trem Como S. Giovanni e a famosa cidade de Bellagio. É uma vila bem mais familiar, onde só se viam moradores pelas ruas e é praticamente impossível chegar sem carro, pois os ônibus não são muito frequentes. No nosso caso, a acomodação incluía transporte do centro histórico, o que facilitou bastante. Nós não poderíamos ter ficado mais satisfeitos com o local, olha só o visual que acompanhava o nosso café da manhã… (no fim do post tem dica sobre esse B&B).

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Café da manhã com vista para o lago

Depois de recarregar as energias com algumas delícias típicas italianas, descemos a pé mesmo até a beira do lago, passando por becos, fontes, casinhas e varandas que mais pareciam ter sido pintados a mão, com italianos simpáticos e expressivos gesticulando qual o caminho que deveríamos seguir.

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Dali, da beira do lago, nesta mesma vizinhança, era fácil de chegar ao teleférico de Argegno – Pigra, um dos mais íngremes da Europa, quem em apenas 5 minutos o leva de 200m a 850m de altura, e oferece vistas panorâmicas do lago. Lá no topo ainda existe uma trilha para caminhadas, mas como o nosso tempo era limitado, abrimos mão do exercício.

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De volta a doca, pegamos um ferry que nos levava de volta até o centro de Como, e fomos parando pelo caminho. Há muitas rotas disponíveis, com mais ou menos paradas, então você pode optar por passeios mais longos de acordo com o tempo que tiver para ficar por lá.

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No nosso caso, paramos por 2 ou 3 vilas, vimos algumas construções históricas, feirinhas de comida e os charmosos e convidativos restaurantes e bares que contornam o lago. O legal é perder tempo nelas, caminhando sem rumo, e não faltam opções: a Villa Pliniana, do século XVI, Cernobbio, com a Villa Erba; a famosa Villa D’Este, com o hotel de luxo de mesmo nome; a Villa del Balbianello, que aparece no filme Casino Royale do James Bond; Moltrasio – onde fica a Villa Fontanelle, da família Versace -, Bellagio, considerada por muitos a mais bela de todas, entre tantas outras.

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De volta ao centro histórico, descobrimos um lugarzinho gostoso para almoçar, são muitas as opções, a maioria servindo a tradicional culinária italiana e algumas variações contemporâneas. E dali, depois de caminhar mais um pouco pela beira do lago e admirar a majestosa paisagem, seguimos para a estação de trem para o nosso próximo destino.

Onde ficamos:

Selecionamos a nossa acomodação através do Airbnb, um quarto duplo em uma residência privada quase no topo de uma montanha em Argegno, e que surpresa agradável! A dona da casa recebe os viajantes na sua propriedade em um nível mais alto e isolado, com um quarto super espaçoso e banheiro privativo. O café da manhã é servido no horário que você acordar, é exatamente o que ilustrei ali em cima… impecável!

Onde comemos:

O nosso happy hour/jantar foi na beira do lago no L’Antica Riva, de onde saboreávamos as bebidas e comidas enquanto víamos turistas e nativos passeando a pé e de bicicleta com aquela iluminação romântica natural do pôr do sol. Atmosfera super agradável e muito bom atendimento.

O almoço do Pane & Tulipani foi um dos mais gostosos da minha vida. Vimos algumas recomendações sobre a comida e a extensa carta de vinhos e resolvemos conferir. Fica bem no centro, a uns 10 minutos da estação, e serve seus deliciosos pratos da cozinha tradicional italiana tanto ao ar livre quanto no interior do seu elegantemente decorado restaurante.

 

Dica prática:

O transporte era escasso em agosto, quando visitamos, porque esse é o mês de férias deles. Então é bom planejar com cuidado a volta para a sua acomodação para não ficar abandonado no meio da cidade se o seu hotel não ficar ali no centro histórico, como foi o nosso caso. Até os ferrys e ônibus operam com rotas e horários limitados, vale a pena conferir direitinho e evitar perder muito tempo à espera deles. Idealmente, alugue um carro!

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